
Ação Ecumênica do Paraíso
EDIFICANDO O REINO DOS CÉUS
Sou um Cientista em Religião
“Pesquisando a causa dos sofrimentos da humana, descobri que eles se originam na ignorância.”
O Pão N. de C. Dia, p. 148
Se eu, um religioso, disser que sou também cientista, todos estranharão, mas estou certo de que, ao término desta leitura, hão de concordar comigo.
Sempre digo que a Ciência atual ainda está num nível muito baixo, nem podendo ser considerada como Ciência. Sua importância reside, sem dúvida, na descoberta e no estudo de corpos microscópicos. É claro que isso se deve ao aperfeiçoamento do microscópio, graças ao qual o avanço nesse estudo é impressionante. Conseguem-se distinguir corpúsculos extremamente pequenos, frações da ordem de um milésimo, milionésimo ou bilionésimo.
Trata-se de um avanço contínuo, chegando-se ao extremo do microscópico; atualmente se está quase prestes a entrar no mundo do infinito. A palavra essência, muito empregada ultimamente, deve estar indicando esse mundo.
É evidente que o conhecimento do mundo do infinito não se deve a experiências de natureza científica; entretanto, ao aprofundar-se nos estudos científicos, o homem levantou uma tese hipotética sobre ele, baseada na dedução. Se não fosse assim, acabar-se-ia num beco-sem-saída.
Ora, o mundo a que nos referimos é justamente o Mundo Espiritual, o que significa que a Ciência, finalmente, está chegando ao lugar certo. Dessa maneira, deixando de lado os subterfúgios, ela, que por tanto tempo insistiu em negar a existência do espírito, acabou derrotada.
Caso venha a apreender essa essência, que é o espírito, com precisão, elevar-se-á a um nível mais alto e terá dado mais um passo em busca da Verdade. Sendo assim, tomará como objeto de seus estudos, o espírito e não mais a matéria, de modo que a ciência que até agora raciocinava com base na matéria será considerada como ciência da primeira fase, e a ciência baseada no espírito, como ciência da segunda fase.
Com isso haverá uma mudança de cento e oitenta graus no rumo da Ciência, harmonizando-se com a Religião. Em termos mais claros, será traçada uma linha demarcatória no mundo científico: a ciência da matéria ficará situada abaixo, e a ciência do espírito acima. Esta é uma visão no sentido vertical; no sentido horizontal, a primeira seria a parte externa, e a segunda, a interna ou conteúdo. Em outras palavras, significa que haverá uma evolução da ciência do concreto para a ciência do abstrato, o que é realmente motivo de alegria.
Mas aqui se apresenta um problema: não adianta apenas conhecer a existência do Mundo Espiritual; é necessário apreender sua natureza e colocá-lo a serviço da humanidade. A ciência da matéria não tem meios para isso, pois, para o problema do espírito deve ser empregado o espírito; todavia, é possível superar esta dificuldade. Aliás, já a superei: tenho obtido resultados admiráveis na resolução de problemas espirituais através do espírito. Refiro-me justamente à questão das doenças.
Explicando de forma sucinta, a causa de todas as doenças são as impurezas acumuladas no espírito, tornando-se evidente que, se eliminarmos tais impurezas, as doenças serão erradicadas, de acordo com a Lei do Espírito Precede a Matéria. Meu método consiste na irradiação de um espírito específico que pode ser considerado como a bomba atômica espiritual para queimar as impurezas. Esse método, denominado Johrei , constitui uma fórmula científica de alto nível. Não se limitando apenas ao campo da Medicina, ele consegue resolver problemas que nenhuma religião ou ciência conseguiu. Se isso não é uma super ciência, o que será?
A ciência que trata da matéria ainda se encontra em baixo nível; assim, é evidente que, através dela, é impossível resolver problemas sobre a vida de um ser de tão elevado nível como o homem. Isso se torna claro ao observarmos que doenças graves, consideradas incuráveis pela Medicina, estão sendo vencidas facilmente, por meio do Johrei. Dessa forma, a ciência do espírito pode ser considerada como núcleo essencial, o suporte da ciência da matéria.
Vou me aprofundar, agora, sobre o Mundo Espiritual. Originariamente ele é constituído pela essência do Sol, da Lua e da Terra, que, na Ciência, correspondem, respectivamente, ao oxigênio, ao hidrogênio e ao nitrogênio, a que chamamos de junção dos elementos fogo, água e terra. A Terra é a natureza da matéria; o Sol é do espírito, e a Lua do ar. Os elementos fogo e água controlam a atmosfera que preenche o espaço terrestre.
Embora o elemento fogo seja o mais forte, por ser extremamente rarefeito, não foi possível detectar, através da ciência da matéria, a não ser suas propriedades de luz e calor, razão pela qual sua natureza como espírito ainda não é conhecida. Assim, a Ciência tomou como objeto de estudo apenas os elementos água e terra, e por isso a cultura moderna está baseada nesses dois elementos, o que constitui a maior falha da civilização atual.
Messiânica, Alicerce do Paraíso, vol. 1
em 7 de abril de 1954
Tudo não é somente. O Ecumênico