
Ação Ecumênica do Paraíso
EDIFICANDO O REINO DOS CÉUS
Filosofia do Amor
“Meu coração fica radiante por eu estar servindo unicamente ao bem do próximo e do mundo.”
O Pão N. de C. Dia, p. 187
Na vida humana, não existe problema tão complicado e de difícil solução quanto o amor. Em suma, o amor é à flor da vida e também o espinho. Existem aqueles que dizem que o amor é soberano e também quem o considere como a causa da imoralidade. Do nosso ponto de vista, ele realmente se posiciona acima de tudo e também é verdade que há casos em que ele pode se tornar imoralidade.
Apresentarei, a seguir, a nossa opinião sobre o amor. O amor é a maior bênção que Deus atribuiu ao homem; é algo tão atraente que por mais que apreciemos a sua beleza, não é suficiente. E quando o amor atinge o auge, ele se torna algo tão perigoso, a ponto de uma pessoa não se importar em abandonar a vida.
Por isso, podemos até dizer que os romances e as peças teatrais não existiriam sem o amor. Caso ele não existisse neste mundo, com certeza, a vida seria como um campo seco de um gélido inverno.
Entretanto, quando observamos a realidade, notamos que são mais numerosos os exemplos de infelicidade do que de felicidade no amor. Brigas entre os homens, sofrimentos sem solução, destruição do destino, suicídio por amor; homicídios e outros fatos desagradáveis, quase sem exceção, têm a causa no amor. Podemos dizer que se trata de algo realmente terrível.
Sendo assim, escreverei, pelo ponto de vista religioso, a maneira correta de se lidar com o amor. Esse problema não é tão difícil assim. É muito fácil. Podem achar isso estranho, mas em suma, o amor, na realidade, deve ser inteligente, corajoso e verdadeiro.
Primeiramente, vamos supor que se estabeleça o amor entre um homem e uma mulher. Neste caso, não se deve deixar levar pela opinião pessoal. Deve-se, sim, encarar objetivamente até o fim.
Para tanto, é preciso observar, em primeiro lugar, o resultado: pensar na futura felicidade e infelicidade dos dois. Por exemplo, se o objetivo final for o casamento, constitui-se um bem e obter-se-á felicidade. Mas se for sem pretensão de casamento, mas por diversão pura e simplesmente, causada por um ímpeto momentâneo, no mínimo, a mulher ficará infeliz e por isso constitui-se um mal.
Entretanto, a pessoa interessada poderá afirmar: "Para se amar, não se pode ficar pensando em bem ou mal, ou qual será o resultado; é só amar. É só ter o ímpeto do amor irrefreável." Mas isto constitui um amor cego, ou seja, significa que a pessoa foi tragada pelo amor.
No caso de um homem, significa que fora engolido por sua paixão restrita, ou seja, fora vencido por ela. Consequentemente, uma pessoa dessa, demonstra que sempre terá dificuldades em superar os reveses da vida.
O que queremos dizer é que devemos, a todo custo, tragar (sentir/gerir/doar) o amor. Assim fazendo, jamais haverá motivos para se cometerem erros. A mulher, por sua vez, deve ter como alvo de respeito um homem assim e, então, o amor será mais profundo e haverá satisfação.
Consequentemente, o nosso ponto de vista sobre o amor jamais é negativo. Ele é realmente a flor da vida. Só que não se deve deixar dominar pelo amor; se conseguir dominá-lo, jamais haverá erro. Em termos gerais, é essa a filosofia do amor.
Filosofia do Messias, 21/01/1950. Revisado.
Em nossa crença é previsto o compromisso matrimonial além do primeiro enlace; cabendo ao marido, dedicar-se à felicidade de suas esposas de maneira igual, sem nutrir preferência especial, particularmente.
Unidos, todos devem desejar o bem da humanidade e desenvolver atividades que colaborem com a harmonia da sociedade. Imagine seus dias, quão maravilhosos serão!
Ação do Paraíso
Amplo amor. O Ecumênico